Mais velha que as flores
A Araucaria angustifolia existe há cerca de 200 milhões de anos, desde o Jurássico. Povos originários do sul do Brasil já ajudavam a plantá-la há quatro mil anos.
3ª edição · São José dos Pinhais
Mais de 20 experiências com pinhão espalhadas pela Rota das Colônias — de lasanha e risoto a pierogui, sorvete, artesanato e colheita no campo.
O ingrediente
O pinhão é a semente da araucária, a árvore que virou símbolo do Paraná. Aqui na Rota das Colônias ela nunca foi só paisagem: é safra, é fogo, é receita de família.
A Araucaria angustifolia existe há cerca de 200 milhões de anos, desde o Jurássico. Povos originários do sul do Brasil já ajudavam a plantá-la há quatro mil anos.
A colheita começa em 15 de abril e vai até a queda das pinhas, por volta de julho. Por isso o festival acontece justamente quando o Paraná esfria.
A pinha inteira vai ao fogo até estalar. Sai quente, defumada, para comer com a mão em roda — o jeito mais antigo, e ainda o melhor.
Escolha sua experiência
Cada casa criou algo só para o festival. Filtre pelo que você quer fazer, fale direto com o estabelecimento no WhatsApp e monte seu domingo.
Nada encontrado com esse termo.
Histórias da rota
Quase todo estabelecimento daqui é a terceira, quarta ou quinta geração de uma mesma família. Estas são três delas.

Cantina Zanchetta · desde 1878
A história começa quando o tataravô da família deixa Breda di Piave, no Vêneto, e chega ao interior de São José dos Pinhais trazendo a videira e o ofício do vinho. Cinco gerações depois, a cantina ainda derruba a polenta numa tábua enorme diante do salão, ao som de música e palmas — um ritual que não muda há mais de quarenta anos. No festival, a casa serve lasanha de pinhão e pudim de leite condensado com pinhão, e faz sapecada com agendamento.

Queijaria Sapori Italiani · Puglia, no sul da Itália
Carla e Antonio Gualano trouxeram para a serra o ofício que a família de Antonio pratica há quase meio século na Puglia. Fazem ricota cremosa, caciocavallo, trança, scamorza e curados como o meia-cura colonial e o San Gargano, com maturação de dois a dez meses, tudo com leite de vacas Jersey. Depois de anos de trabalho, a queijaria conquistou o registro no SIF e hoje pode vender para todo o Brasil. No festival, a criação é pizza de pinhão.

Pierogarnia · Colônia Murici
A Colônia Murici foi fundada por imigrantes poloneses, e é numa das casas centenárias erguidas por eles — construção de troncos do fim do século XIX — que funciona o primeiro restaurante da cidade dedicado só a pierogui. O projeto nasceu de um desejo antigo da família: manter viva a cozinha polonesa. Aos domingos o buffet vai do salgado ao doce, e no festival entra o pierogui de pinhão.
Em movimento
Monte sua rota
As casas ficam espalhadas pela zona rural de São José dos Pinhais. Abra o mapa, escolha duas ou três paradas próximas e reserve com antecedência — muita coisa aqui é feita na hora, e por encomenda.
Antes de sair de casa
Boa parte dos pratos é preparada por encomenda. Um WhatsApp na sexta garante o seu domingo.
Duas ou três paradas por dia é o ponto. As casas ficam distantes umas das outras.
É zona rural e é inverno. Nem toda casa tem sinal bom para cartão, e à tarde esfria rápido.
Alguns funcionam só em datas específicas do mês. Os horários abaixo de cada card são o ponto de partida.
O propósito
O Festival do Pinhão foi criado pela ACAMP — Associação dos Produtores Rurais, Artesãos e Empreendedores do Turismo Rural da Campina do Taquaral e Região — em parceria com a Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo do município. Hoje é o principal evento do roteiro.
O festival está no calendário oficial de São José dos Pinhais pela lei 3826/2021, de autoria do vereador Samuel Pinheiro, também apoiador do evento.
Seguir a Rota das ColôniasRealização
Apoiadores oficiais